​Como Escolher e conservar o seu colchão

​Os modelos de colchões rígidos não são necessariamente os melhores. Seja de espuma, molas ou látex, um bom colchão deve ser confortável e ergonómico, para acompanhar a curvatura da coluna.

Ao fim de 8 a 10 anos, o colchão deverá ser substituído devido à perda de firmeza e, sobretudo, de altura. Mas com alguns cuidados pode durar mais. Basta dar à cama, diariamente, algum tempo para arejar, mesmo no inverno, e permitir que a humidade saia.

Tudo o que precisa de saber!

Um bom colchão deve acompanhar a curvatura natural da coluna e suportar todas as zonas do corpo. Os modelos com molas de aço são confortáveis e adaptam-se à pressão exercida, tanto por indivíduos pesados como leves.

Embora a firmeza do colchão seja uma questão de gosto pessoal, por regra um corpo mais pesado precisa de um colchão mais duro, para garantir melhor suporte. Se o colchão for muito rígido, o corpo não entra totalmente em contacto com ele. Confere menos apoio a algumas partes do corpo, mas melhora a ventilação. Já se o colchão for demasiado macio, há tendência para o corpo se afundar, aumentando a sensação de calor devido à má ventilação. Importante é que o seu colchão sustente corretamente o corpo, permitindo recuperar durante a noite.

Quem sofre de dores nas costas deve optar por um colchão nem demasiado rijo (não permite uma boa descontração), nem muito macio (acentua as dores).

Se houver uma diferença significativa de peso em relação ao (à) seu (sua) companheiro (a), opte por um sistema de duas bases e colchões individuais. Assim, o desnível que ocorre com um só colchão pode ser evitado e o conforto é maior. O mais pesado deve ficar com o colchão mais duro. Os colchões podem ser unidos com um só lençol-capa.

Deitado de lado, a coluna deve manter-se numa linha reta e os ombros e ancas afundar-se ligeiramente.

Num colchão demasiado macio, o corpo tem tendência para afundar.

Ao contrário do que se possa pensar, um colchão muito rígido também não é o ideal para as suas costas.

Soluções confortáveis

Os colchões com molas de aço têm elasticidade, firmeza e boa ventilação. Neste último aspeto, os modelos de molas ganham aos de espuma, pelo que são mais adequados para quem transpira muito ou vive em regiões com verão quente. Se tiver alergias ou asma, um colchão de espuma ou látex é a melhor opção. Deve revesti-lo com uma capa antiácaros, lavável, mais fácil de colocar.

Os sistemas de molas bicónicas (ou de Bonell) e de molas independentes (ensacadas) permitem definir zonas ergonómicas, fazendo variar a rigidez do aço com que são fabricados. Com as molas sem-fim, tal não é possível.

Nos modelos de molas ensacadas não há transmissão de movimento entre molas, pelo que são muito confortáveis sobretudo se o (a) seu (sua) companheiro (a) mexe-se muito enquanto dorme.

Os modelos para cama de casal (regra geral, de 1,50 m x 1,90 m) tornam-se difíceis de transportar por serem grandes, sobretudo se não tiverem pegas.

Muitos modelos anunciam uma face de verão e outra de inverno (mais fresca ou mais quente), mas são raros os que apresentam dois lados diferentes.

Substituir após 10 anos

Ao fim de 8 a 10 anos, o colchão deverá ser substituído devido à perda de firmeza e, sobretudo, de altura. Mas com alguns cuidados pode durar mais. Basta dar à cama, diariamente, algum tempo para arejar, mesmo no inverno, e permitir que a humidade saia.

Muito importante: vire regularmente o colchão – de cima para baixo e da cabeceira para os pés – para não criar zonas e deformação permanente.

Uma vela, um pau de incenso ou um cigarro podem dar origem ao pior. Verifique, por isso, se as camadas exteriores do colchão são fabricadas com materiais anti-inflamáveis ou têm características de autoextinção do fogo.

O que fazer ao velho colchão?
Se o colchão estiver em estado razoável, prefira doá-lo a uma instituição de apoio social interessada. Confira as instituições junto da Segurança Social.

Caso não apresente condições para ser usado, na compra do novo pergunte ao distribuidor se recolhem o usado. Se não for o caso, resta-lhe contactar o serviço municipal de recolha de monos domésticos. O mais provável é o colchão acabar num aterro sanitário. Também pode ser encaminhado para incineração, com recuperação da energia libertada pela queima da fração têxtil e das espumas. Na melhor das hipóteses, é entregue a um sistema de tratamento de resíduos com capacidade para desmantelar o colchão, separando a estrutura metálica dos têxteis e das espumas. Estes materiais são depois entregues aos seus recicladores.

A França avançou já com um bom exemplo do que deve ser feito nesta área: desde o início de 2011, a legislação obriga os fabricantes e os distribuidores de colchões a assumirem a responsabilidade na recolha de usados. Ou seja, os lojistas aceitam o colchão usado aquando da venda do novo, como sucede na generalidade dos países europeus para os frigoríficos, as máquinas de lavar, as televisões, os telemóveis e as lâmpadas, entre outros equipamentos elétricos e eletrónicos. Esta recolha não implica encargos adicionais para o consumidor.

Em Portugal, alguns estabelecimentos já recolhem colchões a título voluntário, doando-os a pessoas que precisam. Mas não há sistema de recolha obrigatório para tratamento adequado. Fica a proposta à Ministra do Ambiente: seguir o bom exemplo imposto pela legislação francesa.

Publicado no site DecoProteste em 27/06/2019 (https://www.deco.proteste.pt/casa-energia/dormir/dicas/colchoes-como-escolher-e-bem-conservar)